DESMENTINDO FAKE NEWS

Circula a informação de que Josiel Alcolumbre seria vice em uma chapa ao governo do Estado. Essa seria, sem dúvida, uma boa notícia no cenário político do Amapá. Mas não é verdade, asseguram fontes confiáveis que vão além: isso nunca acontecerá.

Por que afirmamos isso? Uma possível confirmação de Josiel Alcolumbre como vice na chapa do governador Clécio Luís, rumo à reeleição, mudaria o ambiente da disputa e reposicionaria a campanha do atual inquilino do Setentrião no tabuleiro eleitoral.

A informação falsa surgiu a partir do movimento feito pelo senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado e principal liderança do União Brasil, ao levar Clécio Luís, ex-PSOL, Rede e PT, do arco de aliança progressista de apoio ao governo para um partido de oposição ao presidente Lula. Mesmo assim, se Josiel estivesse no pacote, a mudança daria novo fôlego a uma pré-campanha que vem sendo considerada fraca e pouco competitiva.

Clécio, individualmente, é um dos melhores nomes para continuar governando o Estado, mas sempre teve como desafio o entorno político, infestado de parasitas que nada fazem e muito atrapalham. Com um candidato a vice indicado pelo dinâmico — Presidente do congresso nacional, esse problema que persiste poderia ser melhor enfrentado.

Josiel Alcolumbre agrega densidade política, articulação institucional e capilaridade. Empresário, jornalista, dirigente do Sebrae e suplente de senador, ele entraria como elemento de motivação e reforço estratégico. Mais do que um nome, sua improvável indicação a vice, pelas informações que temos, causaria ainda mais envolvimento direto de Davi Alcolumbre no projeto de reeleição do governador.

A mudança, por outro lado, não seria um desprestígio do atual vice, Antônio Teles, o Telinho. A entrada desse reforço traria uma espetacular reconfiguração política, necessária para tornar a chapa mais competitiva.

Porém, esse movimento também produziria efeitos colaterais importantes. O senador Randolfe Rodrigues perderia espaço em seu projeto eleitoral, ficando mais complicada sua reeleição pela ausência de um palanque exclusivo do presidente Lula no Amapá. Ao mesmo tempo, o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, seguiria liderando, mas sentiria o peso de um vice forte no cenário de seu adversário.

A entrada de Josiel não garantiria vitória, mas mudaria o jogo. Reabriria a disputa, fortalecendo a campanha de Clécio Luís para criar, pela primeira vez, segundo sondagens, a possibilidade concreta de segundo turno. A eleição, que hoje parece previsível, voltaria a ter uma disputa aberta. No entanto, essa possibilidade, até este momento, não passa de mera especulação.

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