Por: Dantas Filho.
O Amapá real cresce fora do foco da grande mídia e além da propaganda institucional.
Longe dos discursos e das promessas, o estado começa a revelar um ciclo concreto de desenvolvimento sustentado pela iniciativa privada, com projetos que geram empregos, movimentam a economia e projetam arrecadação de milhões de reais em impostos.


Dois desses novos empreendimentos estruturantes, aqui retratados, simbolizam esse novo momento. O primeiro é o de uma mineradora genuinamente amapaense que, após quase meio século de trabalho, investimento próprio e perseverança de seus fundadores, familiares e parceiros do Brasil e do exterior, conquistou outorga federal para a exploração de cerca de 190 toneladas de ouro. Coincidentemente, a autorização e a chegada de novos equipamentos ocorreram em meio à valorização histórica do metal no mercado internacional, reflexo do cenário econômico global.
Mesmo enfrentando enormes desafios logísticos, como a precariedade das estradas e a ausência de acesso adequado à área de produção no interior do estado, a própria empresa mobilizou equipes, máquinas e caminhões, construiu pontes, implantou tubulações especiais e viabilizou a chegada de equipamentos de grande porte. Um esforço que demonstra capacidade técnica, visão de longo prazo e compromisso com o desenvolvimento regional.

A dimensão do projeto é expressiva: avaliação realizada por certificadora internacional, com sede no Canadá, estima o valuation da mineradora em aproximadamente 20 bilhões de dólares ao longo dos próximos 30 anos, colocando o Amapá no radar dos grandes investimentos globais em mineração.
O segundo grande projeto é a implantação de um novo porto nas proximidades de Macapá, que promete transformar o modal marítimo e logístico do estado. Com área definida, projeto executivo concluído e toda a documentação legal e ambiental regularizada, o empreendimento prevê investimento inicial de 27 milhões de reais apenas na fase de infraestrutura, priorizando a contratação de construtora local e fortalecendo a economia amapaense.

O complexo portuário contará com terminal de cargas e de passageiros, fruto de uma parceria entre empresários do Amapá e do Amazonas. A estrutura foi planejada para atender a chegada da indústria do petróleo, expansão da mineração e da agricultura, além de oferecer condições modernas e seguras para o transporte de pessoas, superando o improviso e a precariedade dos atuais pontos de embarque e desembarque.
O novo porto também terá papel estratégico na exportação de produtos regionais, como o açaí, agregando valor à produção local e ampliando a presença do Amapá nos mercados nacional e internacional.
Esses investimentos, construídos com capital privado, planejamento e visão de futuro, revelam um Amapá que cresce de forma silenciosa, porém consistente.
Um Estado que transforma potencial em realidade, fortalece sua base produtiva e consolida, na prática, um novo ciclo de desenvolvimento econômico, social e logístico.