A OAB Amapá reafirma seu papel de liderança no debate sobre o futuro energético do estado ao realizar, nos dias 9 e 10 de abril, o 2º Congresso de Óleo e Gás. O evento consolida a instituição como uma das principais vozes da sociedade civil na discussão sobre a exploração de petróleo na margem equatorial brasileira, com impactos diretos no Amapá e reflexos em todo o país.

O congresso aconteceu no auditório histórico da OAB Seccional Amapá, localizado às margens do Rio Amazonas, na zona central, reunindo autoridades, especialistas e representantes de diversos segmentos da sociedade.
Organizado pela Comissão de Gás, Petróleo e Biocombustíveis da OAB, presidida pelo advogado Eric Gilberto da Silva, o congresso tem como objetivo ampliar o conhecimento técnico e institucional sobre a complexa cadeia de implantação da exploração petrolífera na região. A iniciativa busca preparar o estado para uma possível transformação econômica de grande escala, conectando especialistas, autoridades e representantes da sociedade.
Durante sua manifestação, Eric Gilberto destacou que o Amapá vive um momento decisivo. Segundo ele, o estado, historicamente marcado por seu potencial econômico reprimido — apesar da riqueza em recursos naturais e localização estratégica —, encontra agora uma nova oportunidade com a abertura da margem equatorial. Para o presidente da comissão, essa fronteira energética representa mais do que uma área geográfica: trata-se de um divisor de águas entre o passado, o presente e o futuro do Amapá.

O evento contou com a presença do presidente da OAB Amapá, Israel Gonçalves da Graça, considerado um dos principais articuladores da realização do congresso. Também participaram o presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB, Tony Furtado; o presidente da Escola Superior de Advocacia (ESA), Hélder Marinho; e o diretor da Faculdade de Medicina de Macapá, Caleb Mariano, entre diversas outras autoridades.
Representantes de diferentes setores da sociedade também marcaram presença, como a secretária municipal de Assistência Social de Santana, professora Liliane Batista Souza; o sindicalista Isaías Matias Antunes, presidente do Sindicato dos Cerâmicos e Olarias do Amapá; além de lideranças da bioeconomia, da indústria e de instituições públicas.

Entre os destaques do primeiro dia, estiveram as participações da presidente do Instituto de Pavulagem do Petróleo, Josiane do Espírito Santo; do presidente da Associação dos Empreendedores de Bioeconomia do Amapá, Josivan Biasho; e do presidente da Federação das Indústrias do Amapá, Frank José Saraiva de Almeida. Também foram registradas as presenças do procurador-geral de Justiça do Estado, Gime Negrão, e do diretor do Centro de Ensino Profissionalizante do Amapá (CEPA), professor Reginaldo dos Santos.
O evento reuniu ainda membros do Judiciário, como a juíza Josenilda Lobato, além de conselheiros e representantes acadêmicos e institucionais, consolidando um ambiente plural de debate.
Na programação técnica, o primeiro painel abordou a temática “Margem equatorial: da prospecção à produção”, com a participação do geofísico César Carneiro, da Petrobras. Já o segundo painel trouxe o professor e engenheiro Jefferson Brito, que discutiu a gestão integrada envolvendo qualidade, segurança, meio ambiente e saúde, além dos desafios do licenciamento ambiental.


No período da noite, o congresso seguiu com debates voltados ao desenvolvimento regional. O economista Antônio Teles Júnior abordou as participações especiais e os impactos econômicos da atividade petrolífera, enquanto a deputada federal Sílvia Waiãpi trouxe uma reflexão estratégica sobre o momento histórico vivido pelo estado.
Em sua fala, a parlamentar destacou o potencial transformador da exploração na margem equatorial, classificando-o como a maior oportunidade econômica da história do Amapá. Ela também lançou um questionamento ao público sobre o nível de preparação do estado para essa nova realidade, enfatizando a necessidade de avanços estruturais e institucionais para acompanhar o possível ciclo de desenvolvimento.
Com auditório lotado e ampla participação social, o congresso evidencia o crescente interesse e a relevância do tema para o futuro do Amapá, posicionando a OAB como um espaço central de articulação, reflexão e construção de caminhos para o desenvolvimento sustentável da região.
