Em um marco histórico para a regularização fundiária no AMAPÁ, em sua capital Macapá, o governador Clécio Luís e o senador Randolfe Rodrigues protagonizaram, no início do ano, a assinatura do Termo de Doação das glebas Terra Prometida (Gleba B) e Nova Aliança, garantindo segurança jurídica a centenas de famílias e abrindo caminho para investimentos que beneficiarão mais de 5 mil moradores.
Até aí, tudo certo. O problema começa quando a certidão de nascimento dessa conquista sai sem o nome do verdadeiro pai.
A narrativa oficial apresenta a regularização como fruto exclusivo da articulação recente junto à Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Mas, como em toda boa novela brasileira, existe um capítulo anterior que foi convenientemente cortado na edição final.
Muito antes de o governo estadual transformar o tema em programa estruturado, o então senador Lucas Barreto, já havia levado a questão diretamente à Advocacia-Geral da União. Em reunião com o ministro Messias Jorge , onde o caso caso foi formalmente apresentado e encaminhado aos departamentos técnicos responsáveis, dando início ao processo que hoje resulta na tão celebrada doação das áreas.


Ou seja: o governo pode até ter criado o berço, o enxoval e o quarto decorado, mas quem primeiro levou a criança ao cartório da AGU foi Lucas Barreto, através da participação da MARVULLI ADOVOGADOS, especialistas em causas do gênero, como a ação que regularizou uma grande área da união no Oiapoque em tempos passados.
A regularização fundiária, portanto, é filha político legítimo do senador, posteriormente adotado com carinho por Clécio Luís e Randolfe Rodrigues — adoção louvável, diga-se de passagem —, mas feita sem o devido reconhecimento de paternidade.
Diante dessa disputa silenciosa de bastidores, só falta mesmo chamar o Ratinho, reunir as partes envolvidas nessa situação, colocar o envelope sobre a mesa e anunciar:
— “E o resultado do DNA vai dizer agora… quem é o pai dessa criança chamada Regularização Fundiária!”
Porque, na política amapaense, até as boas obras às vezes nascem com pai oculto, mãe conhecida e padrinhos poderosos.
E para que não restem dúvidas, o vídeo está aí: antes das solenidades, dos discursos e das placas inaugurais, Lucas Barreto já estava no gabinete do ministro Jorge Messias, na AGU, tratando formalmente do tema e abrindo o caminho jurídico que hoje permite ao governo comemorar.

Veja abaixo, Vídeo da audiência do Senador com o ministro da AGU, Jorge Messias e com STU, em Brasília, comprova sua participação no processo, ignorado por Clécio e Randolfe.
https://youtube.com/shorts/4bL3vg1bmgg?feature=share
Moral da história: mérito compartilhado é grandeza. Apagar o nome de quem participou da jornada é, no mínimo, negar o teste de DNA da história.