BYE, BYE CLÉCIO

Por: ANAUÊ TUCUJU

União Brasil estaria estudando a possibilidade de substituir o atual candidato à reeleição para o Governo do Amapá.

Após a divulgação de mais uma pesquisa eleitoral nesta segunda, 15 de junho, as repercussões do fato foram inevitáveis. Muita alegria para os lados da oposição e preocupação para os lados da candidatura governista.

Nossa reportagem ouviu, sob garantia de anonimato, uma fonte que pede para não ser identificada, com muito trânsito no Palácio Setentrião, sede do Governo do Estado. Diz ela que o descarte do candidato Clécio está por um triz e deve acontecer nos próximos dias, a depender da evolução das negociações nos bastidores.

Cita que seu baixo desempenho em todos os últimos levantamentos estatísticos está levando a essa decisão drástica. Desde janeiro de 2026, Clécio não ultrapassa a barreira dos 30 pontos percentuais em pesquisas encomendadas por aliados e adversários.

Governador Clecio Luis poderá ser desfenestrado da disputa pela reeleição, atingido pelo fogo amigo, dentro das próprias fileiras que o apoiam. Isso se não melhorar seus índices nas pesquisas eleitorais.

Essa fonte diz que Davi Alcolumbre, ao levá-lo para o União Brasil e destinar milhões e milhões em verbas para aplicação em obras e serviços no Estado, esperava que o desempenho de seu pupilo melhorasse.

Soma-se a esse fato o desgaste do partido com a bizonha gestão interina de outro membro da legenda, o prefeito da capital, Macapá.

Pesquisa BigData revela um dado alarmante: 48% dos amapaenses afirmam que não votam em Clécio Luís (União Brasil). Não se trata de indecisão, mas de rejeição declarada. Metade da população do Amapá já formou convicção e fechou questão contra o atual governador.

Concorre para essa desilusão geral do grupo com o titular do poder também o que está acontecendo com o União Brasil em termos nacionais, com o envolvimento de muitos de seus membros e até do presidente Jorge Rueda em ruidosos supostos casos de corrupção, que terão desfecho no âmbito das investigações justamente durante o período eleitoral.

Assim sendo, essa fonte confidenciou que, se o aviãozinho político de Clécio Luís não decolar e permanecer no chão tanto quanto o avião exposto no parque da residência do governador até o final de junho, seu nome poderá ser substituído pela entrada na disputa de uma candidata mulher ou, ainda, de um grande empresário.

Ou mais: dos dois, fazendo uma dobradinha para levar ao menos a disputa a um segundo turno, quando a força da máquina pública estatal prevaleceria.

Contra o atual pré-candidato mais bem colocado nas pesquisas, há também a possibilidade de um entendimento impossível aos olhos de cidadãos normais, mas interessante e viável no mundo da política.

Seria o de abrir mão da bandeira da reeleição de Clécio em favor do primeiro colocado, que ainda receberia uma espécie de anistia em seus rolos na Justiça em troca de apoio à eleição de um suplente de vereador que sonha com a Prefeitura de Macapá em 2028.

Entraria também no pacote a desistência de uma candidatura ao Senado para equilibrar as forças e, depois, numa dobrada de interesses, para controlar o Estado em 2030.

Alyny Serrão ou Rayssa Furlan, pré candidatas ao senado, em composição inimaginal fora da política do Amapá, poderiam ter suas postulações alteradas para equibrar o xadrez da disputa numa eventual retirada do governador da disputa. Dizem os gurus acostumados com as viradas de mesa da política local.

Nessa composição de pura alquimia política, inimaginável e só possível no Amapá, só esqueceram de combinar com alguém que deseja e deve conseguir ser a primeira representante feminina na Câmara Alta Federal.

Essa manda, tem poder e não abre mão dos seus sonhos.

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