Na eleição para governador do Estado, em 2022, muitas denúncias foram apresentadas. Entre elas, uma se destacou e chamou muita atenção no horário eleitoral gratuito de TV. Foi a acusação de que o atual governador Clécio Luís teria recebido, no período em que era prefeito da capital, vários cheques de um sindicato de transporte para facilitar a compra de veículos escolares.

Clécio Luís, na campanha ao governo do Amapá em 2022, afirmou que distribuiria emergêncialmente 150 mil cestas básicas, que montaria seu gabinete de trabalho permanente dentro do HE, que processaria quem o acusou de receber propina milionária de cooperativa na compra de veículos escolares… Quais dessas promessas, o governador cumpriu?
Na ocasião, Clécio veio a público, desmentiu a suposta fake news e garantiu que estava registrando, naquele momento, um boletim de ocorrência e abrindo um processo contra seus detratores.
O tempo passou e nunca mais se falou no assunto. Houve até a ilação de que a existência desses cheques teria sido obra de uma espécie de Judas do próprio Clécio, alguém que possuía acesso irrestrito e privilegiado às contas do então prefeito. Mas isso não deve ter sido verdade, já que o suposto Judas moderno voltou à cena na atual gestão estadual com a mesma força que tivera no passado na Prefeitura.
Bem, ainda assim ficou no ar a pergunta que, em certa ocasião, foi encaminhada formalmente por escrito por nossa redação à Secretaria de Comunicação do Estado, meses atrás, e que, infelizmente, até hoje não foi respondida.

A pergunta foi a seguinte: como ficou a questão dos cheques de R$ 600 mil do Banco do Brasil? Clécio processou os autores da denúncia? Ganhou o processo? Onde está o boletim de ocorrência? Como ficou esse caso?

Sinceramente, acreditamos na inocência do atual governador. Basta, no entanto, que ele se digne a vir a público explicar o que aconteceu, como prometeu, e assim encerrar a polêmica, ainda em aberto e discutida em rodas de conversa pelo Estado afora.
Isso ajudaria, inclusive, a evitar que esses cheques fantasmas voltem a incomodar ou que outros, da mesma forma, apareçam em tempos de campanha, como agora, para atrapalhar a vida do candidato à reeleição, que já não anda muito fácil, diante de denúncias e mais denúncias consideradas verdadeiras e de baixos índices de popularidade apontados em pesquisas desde 2025 até o presente momento.